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Halimetria

halimeter

O que é Halitose?

Hálito é todo ar expirado pelos pulmões, podendo sair pela boca ou por outras cavidades aéreas como nariz, seios paranasais e faringe. O normal é o hálito humano ser inodoro ou ligeiramente perceptível pelas pessoas ao seu redor. A halitose, nome científico do mau-hálito, é uma anormalidade do hálito, em que são liberados odores desagradáveis. É o sintoma de algum problema de origem local, geral, sistêmica e/ou emocional, ou seja, é um sinalizador de que algo não vai bem no organismo. O estudo da halitose , tem o objetivo de confirmar ou não e quantificar a halitose.

O que causa a Halitose?

Dezenas de causas são relacionadas à halitose. Dentre as causas gerais, destacam-se as de origem respiratória (exemplos: sinusite e amigdalite), digestiva (exemplo: erupção gástrica, tumores e úlcera duodenal), metabólica (exemplo: diabetes, alterações hormonais) e emocional (estresse). Dentre as causas de origem local, podemos citar o acúmulo de placa dentária, a cárie e suas seqüelas, alterações gengivais e periodontais, peças protéticas deterioradas ou mal adaptadas, alteração na composição e quantidade da saliva e principalmente a saburra lingual. A saburra é uma camada de restos alimentares, bactérias e células descamadas que se acumula sobre a língua dando-lhe um aspecto esbranquiçado..

O estudo da Halitose é composto por :

• Halimetria: O HALIMETER é um aparelho com sensor que mede a concentrção de CSV (Compostos Sulfurados Voláteis - causadores de odor) da boca, das narinas e do pulmão (através do ar expirado).
• Sialometria; é um exame para medir a quantidade de saliva produzida num determinado intervalo de tempo. A medição de fluxo salivar é fundamental para determinar a causa de halitose.
• Teste da Cisteína: o substrato Cisteína é metabolizado por micro-organismos anaeróbios Gram negativos e como resultado final há a produção de CSV causadores de odor. O teste positivo confirma a colonização da boca quando ocorre a elevação da concentração dos CSV após o bochecho com a solução de Cisteína.
• Exame da cavidade oral: observa-se alterações da morfologia da língua e detecta a presença de saburra lingual.

COMO TRATAR A HALITOSE PATOLÓGICA?  

Existem 3 tipos ou filosofias de tratamento para o hálito. Os dois últimos (profilático e curativo) são os métodos utilizados por nós, pela sua maior eficácia.

Os 3 tipos de tratamento são o mascarador, o profilático (preventivo) e o curativo:

- Tratamento mascarador.

Este é o tipo de tratamento que em geral o paciente já utilizou e utiliza (porque é relativamente intuitivo) sem grande sucesso. O hálito incômodo leva estas pessoas a lançarem mão de todos as formas para mascarar o hálito que exalam, nomeadamente desodorizantes orais, pastilhas elásticas com odor forte (ex: menta ou canela), sprays orais, elixires e anti-sépticos vários, alcaçuz, etc… O que sucede, em última análise, é a anulação do mau cheiro por um outro cheiro que se vem a sobrepor, mais forte e agradável, mascarando o odor original por poucas horas. Esta preocupação torna-se, em algumas pessoas, uma prática diária e continuada, passando com o tempo a ser quase um vício.

- Tratamento profilático (preventivo).

Compreende todas as medidas que uma pessoa pode tomar para prevenir o aparecimento de mau hálito (quando ainda não o tem). Nomeadamente, compreende medidas de higiene oral, dietéticas (ex: evitar a ingestão de alimentos com odor forte) e medicamentosas. Existem inúmeras medidas que podem ser tomadas que baixam de forma significativa a probabilidade de vir a sofrer de halitose.

- Tratamento curativo.

Neste caso é fundamental em primeiro lugar um diagnóstico preciso sobre a origem ou causa do mau hálito afim de se poder eliminar as causas locais para depois se chegar à suspeita e à solução de possíveis causas sistémicas. Isto porque a halitose poderá ser devida a um número diferente de razões concominantes.
A remissão da halitose dar-se-á pela cura da afecção que determina a produção de gases voláteis causadores do mau cheiro. Sendo a halitose um efeito, somente desaparecerá depois de eliminada a respectiva causa. Contudo, em certas situações, a causa não pode ser removida prontamente ou é irremovível (ex: halitose por neoplasia), nestes casos, lança-se mão de outros meios de combate à halitose.
O tratamento deve ser baseado na correta identificação da causa (ou causas) que determina a produção dos gases causadores do mau hálito e na sua eliminação ou atenuação.